Hospitais filantrópicos rompem o silêncio

O Hospital Psiquiátrico de Maringá, ao lado da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas), Femipa (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Paraná) e demais entidades associadas, realiza nesta terça-feira, 19/04, o movimento “Chega de Silêncio”.

O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a grave situação dos hospitais filantrópicos. No Paraná, por exemplo, a rede de assistência psicossocial da psiquiatria realiza 94% dos atendimentos à população, mas sofre com a falta de correção da tabela do SUS.

Desde o início do plano real, em 1994, a tabela SUS e seus incentivos foi reajustada, em média, em 93,77%, enquanto o INPC (Índice de Preços no Consumidor) foi em 636,07%, o salário-mínimo em 1.597,79% e o gás de cozinha em 2.415,94%.

Este descompasso brutal representa R$ 10,9 bilhões por ano de desequilíbrio econômico e financeiro na prestação de serviço ao SUS, de todo o segmento.

A preocupação em manter o trabalho tem, agora, outro alerta: tramita na Câmara Federal, com votação prevista para os próximos dias, o projeto de lei 2564/20, originário e aprovado no Senado, e que institui o piso salarial da enfermagem.

O impacto da proposta para os hospitais filantrópicos que prestam serviços ao SUS é estimado em R$ 6,3 bilhões. Se não houver políticas imediatas, consistentes, de subsistência para estes hospitais, dificilmente suas portas se manterão abertas e a desassistência da população é fatal.

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